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Os dois lobos, uma lenda dos Índios Cherokee

Atualizado: 11 de mar. de 2022


OS DOIS LOBOS (UMA LENDA DOS ÍNDIOS CHEROKEE)

Um jovem guerreiro, indignado e com raiva, chega junto de seu Avô contando que sofreu injustiça de um amigo. O Avô disse ao neto: "Deixa-me contar-lhe uma história. Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio daqueles que me "aprontaram" tanto, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram. Todavia, o ódio corrói-te, mas não fere o teu inimigo. É o mesmo que tomar veneno, desejando que o teu inimigo morra. Lutei muitas vezes contra estes sentimentos". E o avô continuou contando ao neto: "É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando não se teve intenção de ofender. Ele só lutará quando for certo fazer isso, e da maneira correta. Mas, o outro lobo, ah! Esse é cheio de raiva! Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira! Ele briga com todos o tempo todo, sem qualquer motivo. Ele não pode pensar, porque a sua raiva e o seu ódio são muito grandes. É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar coisa alguma!“ Algumas vezes é difícil conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar o meu espírito". O Jovem olhou intensamente nos olhos do seu Avô e perguntou: "Qual deles vence, Avô?" O Avô sorriu e respondeu baixinho: "Aquele que eu alimento". Como o Avô, carregamos dentro de nós, os dois lobos ou energias polarizadas: o bem e o mau, o negativo e o positivo, o ódio e o amor. Estas energias fazem parte da experiência de estar humano, do aprendizado e conhecimento da polaridade e da dualidade, frutos da mesma matriz chamada separação. O que exteriorizamos é reflexo inconsciente do que nos tornamos, do lobo que nós alimentamos. Não devemos querer matar o lobo que achamos negativo. O negativo não tem força, quando não nos focamos nele. Ele deve estar ali para que possamos sempre, com conhecimento, ter escolhas e entender o outro. Entender o outro nos torna humanos. É você quem domina os lobos ou são eles que dominam a sua vida? O que você manifesta em sua vida? Ira, raiva, rancor, frustração? Ou equilíbrio, alegria, harmonia? O que você manifesta, pode ser modificado somente por você, quando há a consciência e o desejo de mudar, de rever o lobo dominante, de entender a estrutura interna adquirida, alimentada e cristalizada pelos anos que se tornaram a sua programação, que é única e pessoal. Programações são estruturas estabelecidas e aceitas, até o momento em que são exploradas com entendimento e conhecimento, para a reprogramação em uma nova maneira de Ser e estar. Seja você somente o observador dos dois lobos e com consciência, escolha o que vai predominar. Texto escrito por: Sílvia Serpa Facilitadora e instrutora da técnica R.N.C. (Reprogramação Neuro Celular®), Psicoterapeuta Transpessoal, Cientista do Sentir (SoCiS).



Esta é uma lenda já bastante divulgada nestes últimos anos e para mim representa bem o que é a mente.


Muitos acreditam que a mente de alguma forma faz parte do cérebro ou que está ligada a qualquer outra parte física do corpo humano. Não acho correto uma vez que o cérebro é realmente físico e pode ser incorporado dentro do mesmo grupo dos cinco sentidos. Os olhos vêm e as mãos seguram, é concretamente um elemento físico.


Por outro lado a mente não é física. Não pode ser vista com os olhos, nem tocada com as mãos ou reparada por cirurgia. Isto pressupõe que o cérebro não é a mente mas simplesmente uma parte do corpo físico. Não há nada no corpo que possa ser identificado como sendo a mente porque o nosso corpo e a nossa mente são diferentes.


Se a mente não é o cérebro ou qualquer outra parte do nosso corpo, então o que é a mente?

É um processo contínuo sem forma que funciona para observar e compreender objetos. Porque a mente é sem forma ou não física por natureza, não é barrada por objetos físicos, este é uma condição progressiva do nosso ser autêntico.


É muito importante ser capaz de distinguir entre os estados perturbados e os pacíficos da mente. Apenas um estado mental em desequilíbrio pode afectar a nossa calma, a nossa paz interior. Pensamentos baseados em ira, inveja e apego ansioso podem ser rotulados de "delírios", a principal fonte de muito do sofrimento da humanidade.


Um princípio essencial com o qual nos necessitamos alinhar é que a libertação do nosso sofrimento não pode ser encontrada fora da mente e do nosso próprio coração. A libertação definitiva só pode ser alcançada através da purificação da mente. Por conseguinte, se quisermos libertar-nos dos problemas e alcançar paz e felicidade duradouras, então precisamos de aumentar o nosso conhecimento e compreensão de como a mente funciona.


A nossa mente é tão passível de programação quanto um computador. Infelizmente muitas mentes estão programadas por fontes externas de forma que apenas a inteligência subconsciente pode definir e memorizar, principalmente a partir de anúncios simbólicos, rádio, televisão, expectativas da sociedade e assim em diante. Este condicionamento pode construir as camadas de uma personalidade ilusória, fazendo com que a pessoa nunca seja ela própria de pleno coração, um catalisador do sofrimento e de infelicidade.


As sociedades em que nos mexemos estão cheias de ambientes tóxicos para a nossa mente, não falamos apenas dos componentes químicos mas também das fontes externas de programação.


Nesta categoria (Mente/Mind) analisamos e propomos um olhar mais profundo dos diferentes aspectos da mente. Como reprogramar a mente para conseguir atrair e alcançar o que queremos da vida, práticas para purificar a mente, aumentar o foco do momento, manifestar harmonia, abundância e experiência e aumentar a alegria, a felicidade e a calma interior.


Com certeza já ouviram dizer que "pensamentos são coisas"... Lembremo-nos, nós somos os criadores dentro do universo criador. Os pensamentos têm poder nas nossas vidas. Qualquer coisa é possível com conhecimento, dedicação e autoconfiança.


C'Alma


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